29 de Setembro de 2008

 
 
               Não hei-de morrer sem saber
               qual a cor da liberdade.
 
               Eu não posso senão ser
               desta terra em que nasci.
               Embora ao mundo pertença
               e sempre a verdade vença,
               qual será ser livre aqui,
               não hei-de morrer sem saber.
 
               Trocaram tudo em maldade,
               é quase um crime viver.
               Mas, embora encondam tudo
               e me queiram cego e mudo,
               não hei-de morrer sem saber
               qual a cor da liberdade.
 
Jorge de Sena    
(1919-1978)    
 
 
 
publicado por subterraneodaliberdade às 19:47
Mais tarde, noutro poema, Jorge de Sena dirá (cito de cor):
«Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha».


Umabraço.
fernando samuel a 30 de Setembro de 2008 às 11:46
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