01 de Outubro de 2008

 
 

No dia 1 de Outubro de 1970 os dirigentes do Sindicato Nacional do Pessoal da Indústria de Lanifícios de Distrito de Lisboa, do Sindicato Nacional dos Caixeiros do Distrito de Lisboa, do Sindicato Nacional dos Empregados Bancários do Distrito de Lisboa e do Sindicato Nacional dos Técnicos e Operários Metalúrgicos e Metalomecânicos do Distrito de Lisboa convocaram a primeira reunião de Sindicatos, tinham como base a longa e grandiosa história dos trabalhadores portugueses na luta por uma sociedade mais justa e solidária.

 

Foi um caminho duro, caminhado com muita dor e coragem, resistência e protesto, paciência e firmeza por milhares e milhares de trabalhadores que com a sua luta afrontavam o patronato e o estado fascista e promoviam a dignidade dos trabalhadores.

 

Com o 25 de Abril, foram criadas condições que permitiu aos Sindicatos uma dinâmica nova tornando-os instrumentos indespensáveis para a construção da democracia.

 

Mas é num quadro em que o país assumira o modelo capitalista que se realiza de 27 a 30 de Janeiro de 1977, o “Congresso de Todos os Sindicatos” com a presença de 1147 delegados, em representação de 272 sindicatos, 13 federação e 17 uniões que a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) se consolida como a grande central unitária dos trabalhadores portugueses.

 

Consolida-se e desenvolve-se como uma Confederação insubmissa, procurando e incentivando a unidade na diversidade, agindo sempre de acordo com interesses dos trabalhadores.

Assim foi e assim é.

 

É exemplo actual dessa insubmissão: o desacordo, o protesto e a luta contra o Código do Trabalho promovido pelo Governo do PS e aprovado pelo PS.

 

Segundo a CGTP-IN o código do trabalho “desequilibra ainda mais a relação de forças entre empresas e trabalhadores, reforça o unilateralismo patronal e a dimensão individual da relação laboral, completa a subversão do princípio do tratamento mais favorável, liquida a contratação colectiva, aumenta a flexibilidade da organização do tempo de trabalho no exclusivo interesse das empresas, impedindo a concretização do princípio da conciliação entre vida profissional e vida pessoal e familiar, reduz os rendimentos dos trabalhadores no pressuposto de que «um modelo saudável de economia não pode passar pelas horas extraordinárias», escolhendo ignorar que o pagamento destas horas significa muitas vezes a diferença entre a miséria e uma vida minimamente digna para os trabalhadores que auferem os mais baixos salários da Europa, e promove novas formas de contratação precária.”

 

É exemplo actual dessa insubmissão: o apoio dado pelo Sindicato Têxtil do Minho e Trás-dos-Montes aos aperários têxteis barcelenses que enfrentam enormes dificuldades sócio-económicas e vivem verdadeiros dramas familiares.

 

Estou solidário com todos os Operários Têxteis e Trabalhadores em geral, e apoio as suas reinvindicações: O pagamento das indemnizações aos trabalhadores vítimas de despedimentos colectivos; Regularização dos salários e subsídios em atraso; Melhoria das condições de trabalho; Criação de emprego efectivo e o fim da precariedade; Aumento dos salários.

 

É sustentado no respeito pelo passado e presente de luta da CGTP-IN na defesa dos interesses dos trabalhadores.

É sustentado na confiança no futuro da CGTP-IN sempre ao lado dos trabalhadores.

É sustentado na certeza que a CGTP-IN tem um papel indespensável no desenvolvimento de uma sociedade democrática e moderna.

 

Que congratulo-me com os 38 anos de luta da CGTP. Parabéns.

 

publicado por subterraneodaliberdade às 22:40
tags:
Parabéns à CGTP-IN, pois claro!


Um abraço.
fernando samuel a 2 de Outubro de 2008 às 11:28
pesquisar neste blog
 
Outubro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
17
18
19
20
21
22
23
24
25
27
arquivos
Nota Subterrânea
Os artigos públicados da autoria de terceiros não significa que o subterrâneo concorde na integra. Significa que são merecedores de reflexão.
links
blogs SAPO