26 de Outubro de 2008

 
 
A crise financeira que abalou o capitalismo e afecta milhões de seres humanos, as reacções dos políticos responsáveis e as medidas aplicadas para estancar o colapso financeiro, levanta algumas questões que importa analisar e combater.
 
A concentração do capital e da riqueza (genes do capitalismo) concretiza-se, nos últimos anos, de forma galopante, impulsionada por políticas ao seu serviço, provocando enormes assimetrias sociais e aprofundando a exploração do homem pelo homem.   
 
No entanto, os capitalistas e os Estados ao seu serviço não dão sinais de recuo e alteração das políticas que tem provocado verdadeiros dramas económicos e sociais, reforçaram a sua característica neoliberal e neofascista:
 
O neoliberalismo tem como principal objectivo retirar todo tipo de obstáculos (legislativos, éticos, morais) que possam representar um entrave à finalidade única do capitalismo o lucro e a concentração de riqueza;
 
O neofascismo é o instrumento político para oprimir os povos que se manifestam e lutam contra a cavalgada capitalista, e reveste várias formas: a coação e intimidação individual; o silenciamento de partidos, sindicatos, associações e movimentos com opiniões contrárias; a guerra e embargos que impõe aos povos que não querem seguir a ordem que o capitalismo quer impor.
 
Esperar que o capitalismo recue ou definhe é um erro, que tem ser combatido por todos que defendem outro rumo, outra ordem e outro modelo social.
 
A UE que tem sido apresentada como um modelo económico, social e político alternativo ao imperialismo Norte-Americano não é mais do que o seu reforço e extensão no continente Europeu.
 
O aprofundamento das suas políticas neoliberais, federalistas e militaristas bem expressas no Tratado de Lisboa são a prova da sua opção de classe ao serviço dos grandes grupos financeiros e das multinacionais.
 
A forma pouco democrata de impor aos Europeus a "Constituição Europeia" posteriormente denominado "Tratado de Lisboa" é também um sério indício dos traços ideológicos dos líderes Europeus.
 
Pensar que a UE é uma alternativa ao imperialismo Norte-Americano é um erro, que tem de ser combatido por todos que defendem outro rumo, outra ordem e outro modelo social.
 
José Sócrates tem aproveitado a crise financeira, como aproveitou o deficit orçamental, para justificar a sua política de direita e os efeitos socioeconómicos negativos que tem provocado.
 
Ao afirmar "a visão liberal da ecónomia é uma visão que foi derrotada" (TSF 26-10-2008) José Sócrates pretende descolar a sua política do rótulo de política de direita. Mas quem não se lembra, há cerca de um ano, do seu ar vaidoso e da celebre frase "porreiro pá" quando era o ponta-de-lança da política liberal preconizada pelo Tratado de Lisboa.
 
A proposta do código do trabalho do PS com aspectos negativos para os trabalhadores, fragilizando-os ainda mais nas relações laborais - desregulamentação dos horários de trabalho, legalização da precariedade, perda de subsídios de turno e horas extraordinárias, ataque à contratação colectiva - é um exemplo inequívoco do liberalismo e da política de direita ao serviço do capitalismo.
 
A solução de instituir garantias à banca  apresentada pelos EUA e UE, e seguida pelo governo do partido socialista, no caso português são 20.000 milhões de euros, que os principais bancos portugueses já manifestaram a intenção de utilizar é outro exemplo inequívoco da política de direita ao serviço do capitalismo.
 
Quantos sectores produtivos  (têxtil, pescas, agricultura etc...) estão em crise sem uma única intervenção do governo socialista?
 
Quantos trabalhadores e reformados tem hoje dificuldades em pagar despesas essenciais: saúde, educação, habitação e mesmo o pão, sem que o governo socialista dê uma solução para travar a perda do poder de compra?
 
Pensar que a política preconizada por José Sócrates é diferente da política responsável pela crise internacional e que responde aos interesses do Povo Português é um erro, que tem de ser combatido por todos que defendem outro rumo, outra ordem e outro modelo social. 
 
A ruptura com a política liberal de direita defendida pelo Partido Comunista Português está nas mãos do Povo Português, porque pensar que o povo deixou de ser crível como agente histórico da transformação social é um erro, que tem de ser combatido por todos que defendem outro rumo, outra ordem e outro modelo social.  
 
 
publicado por subterraneodaliberdade às 21:40

Camarada,...sem tirar nem pôr !

Abraço revolucionário
jorge a 27 de Outubro de 2008 às 17:59
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