29 de Outubro de 2008

 

 

Estes 85 momentos da história do PCP são também momentos inseparáveis da luta dos trabalhadores e do Povo Português. (...)

 

 

V Congresso do PCP

 

 

O V Congresso realizou-se de 8 a 15 de Setembro de 1957, na Casa dos Quatro Cedros, em São João do Estoril - Cascais. Vive-se, então, um tempo em que a acção da Oposição Democrática sofre, ainda, as consequências da recomposição temporária do regime fascista resultante da guerra-fria e da entrada de Portugal na NATO. Destacados dirigentes e militantes comunistas, como Álvaro Cunhal, estão na prisão; outros, como Militão Ribeiro, foram assassinados.

 

Com 50 delegados presentes, o Congresso debateu e aprovou os "Estatutos do PCP"; o "Programa do PCP"; "Resoluções"; e uma "Declaração sobre o Problema das Colónias Portuguesas" - na qual defende o reconhecimento do direito dos povos das colónias portuguesas à imediata independência.

O V Congresso deu continuidade e impulsinou a tese da solução pacífica como a via para a mudança do regime.

Na decorrência do fim da guerra e do restabelecimento em 1947, das relações do PCP com o movimento comunista internacional, este foi o primeiro Congresso do PCP que recebeu saudações de outros partidos comunistas.

Pouco antes da realização do V Congresso, milhares de operários agrícolas do Alentejo realizam um vasto conjunto de greves e concentrações vitoriosas por aumentos salariais. No mês em que o Congresso tem lugar, cinco mil pescadores de Matosinhos entram em greve pelo descanso oficial ao domingo.

Meses após a realização do V Congresso, o povo português travou uma das maiores batalhas contra a ditadura fascista, com as candidaturas de Humberto Delgado e Arlindo Vicente às "eleições presidenciais".

 

"À política de baixos salários e ordenados do Governo, ao progressivo empobrecimento das classes trabalhadoras e das classes médias que se processa cada vez mais intensamente dentro do Estado Novo, corresponde, no outro extremo da ordem social capitalista, a acumulação desmesurada do dinheiro nos cofres dos bancos. [...] A oligarquia financeira que domina os bancos e que o Governo serve, exerce no nosso país uma acção cada vez mais asfixiante das actividades produtoras"

          (In Informe Político)

 

"O V Congresso, fiel aos princípios do internacionalismo proletário, defendendo os interesses comuns que unem a luta dos povos coloniais às lutas das classes laboriosas da nação portuguesa, e tendo em conta as alterações verificadas na correlação existentes entre forças colonialistas e anticolonialistas, proclama o reconhecimento incondicional do direito dos povos das colónias de África, Ásia e Oceânia, dominadas por Portugal, à imediata e completa independência."

          (In Resolução sobre o Problema Colonial)

 

 

publicado por subterraneodaliberdade às 23:21
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