26 de Novembro de 2008

Transparência total

 

  QUEM duvida? Observadores de toda parte e de todas as classes foram às eleições da Venezuela em 23 de Novembro. Transmitiram seus telexes com absoluta liberdade. A oligarquia gritava estrondosamente, lançando ao mundo a grosseira calúnia de que a demora do fechamento dos colégios eleitorais, que dava aos cidadãos a oportunidade de votarem, era com o propósito de cometer fraude, apesar de o Conselho Nacional Eleitoral o decidir e anunciar previamente.

 
Se os Estados Unidos adoptassem tal medida para facilitar a eleição indirecta do presidente desse país, que é o modelo dos oligarcas venezuelanos, é absolutamente correcto; mas na Venezuela não, embora não se trate sequer da eleição de seu presidente, que é direta, igual que a dos outros cargos executivos.
 
A abjeta submissão ao império, a fuga de divisas por incontáveis bilhões de dólares que escapam a cada ano, manter a pobreza, o analfabetismo e o desemprego acima de 2%, é para eles a única coisa honorável e limpa.
 
Não me atreveria a emitir opinião alguma em relação a outro país deste hemisfério, se esquecesse que somos irmãos e que Martí, que lutou e morreu por Cuba e pela Nossa América, disse um dia diante da estátua do Libertador Simón Bolívar: "Dê-me a Venezuela em que servi-la: ela tem um filho em mim."
 
No seio desse povo irmão, trabalham 40 mil compatriotas altamente qualificados que estão dispostos a entregar a vida pelo povo de Bolívar e, com ele, correm igualmente os riscos de qualquer pancada de garra imperialista.
 
Não sou um opinante intruso no país da ALBA.
A Venezuela pode se tornar um modelo de desenvolvimento socialista a partir dos recursos que as transnacionais tiravam de sua rica natureza e do suor de seus trabalhadores manuais e intelectuais.
 
Nenhum poder estrangeiro determinará seu futuro. O povo é dono de seu destinoe atinge os níveis mais altos de educação, cultura, saúde e pleno emprego. É um exemplo que deve ser seguido por outros povos irmãos deste hemisfério sem se ajoelhar: não deseja ir de reboque de um império que os pilha.  A Venezuela exige, com razão e dignidade, da Assembléia Geral das Nações Unidas que formule uma nova estrutura financeira internacional. Cuba apóia-a nesse empenho.
 
Quando se observam as notícias internacionais, pareceria que foi ontem que a URSS se desintegrou. Como diria Stella Calloni, hoje, segunda-feira, se desatou o aparelho de terror da mídia. Contudo, depois da bruma, emergirá de novo a verdade.
 
As eleições de ontem constituíram um grande salto qualitativo para o processo revolucionário bolivariano em muitos aspectos que se podem medir; não como diz o mecanismo de desinformação social: "Castro opina que a Revolução na Venezuela continuará adiante, apesar das eleições." Não!, precisamente pela análise dos dados fundamentais que refletem os boletins do Conselho Nacional Eleitoral, vejo com toda clareza a grande vitória obtida.
 
Houve dados precisos, vitória incontestável dos candidatos a governadores em 17 dos 22 estados, todos pertencentes ao Partido Socialista Unido da Venezuela; maior assistência às urnas que nunca, mais 1,5 milhão de votos que os obtidos pelos candidatos da oposição que aspiraram a esse cargo; 264 prefeituras das 328 que tiveram eleições. Não existe um partido da oposição; existe uma soma de opositores com meia dúzia de partidos, e transparência total. Por isso, eu disse e reitero que a chama da Revolução será bem difícil de apagar na Venezuela.

Fonte: Granma

publicado por subterraneodaliberdade às 13:37
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