03 de Dezembro de 2008

Greve Histórica!

 

As manobras do Ministério da Educação, à última da hora, não conseguiram confundir, desmotivar ou  desmobilizar a participação na greve nacional dos professores e educadores, que decorre hoje em todo o País, num clima de grande responsabilidade cívica e também de unidade, firmeza e determinação. O resultado é uma greve histórica da classe docente. Mais de 90 por cento destes profissionais paralisam em todas as regiões e em todas as escolas do ensino não superior.  Há concelhos inteiros em que todas as escolas fecharam.
Uma tremenda resposta à intransigência negocial do Ministério da Educação e do Governo, designadamente em torno da avaliação do desempenho e da revisão do ECD, e exigiram um rumo diferente para as políticas educativas.

 

A meio da manhã, dirigentes da Plataforma Sindical, incluindo Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, confirmavam aqueles números, numa improvisada conferência de imprensa realizada à porta da Escola EB 2.3 Marquesa de Alorna, no Bairro Azul, em Lisboa, onde a greve mobilizou também a esmagadora maioria dos seus docentes. Momentes antes, os dirigentes sindicais tinham passado pela Secundária Gil Vicente, encerrada devido à paralisação dos professores.

Sublinhando o enorme êxito desta greve nacional, o porta-voz da Plataforma garantiu, nas respostas às questões colocadas pelos  profissionais da comunicação social,  que os Sindicatos estão hoje, como sempre estiveram, preparados para a negociação séria e objectiva com o ME. Mas também estão preparados, naturalmente, para dar sequência às decisões tomadas pelo 120 000 docentes que se manifestaram em Lisboa no dia 8 de Novembro, recordando, a propósito, a vigília que está prevista para os dias 4 e 5 à porta do ME, para além de outras greves em Dezembro e em 19 de Janeiro.

"Se já de si foram históricas as manifestações de Março e Novembro, hoje temos ainda mais educadores e professores a contestatarem as políticas do ME, a dizerm que não querem ser divididos em professores e em titulares, a dizerem que não querem este modelo de avaliação burocrático, que para se poder aplicar tem que se andar contstantemente a remendar e a adaptar", observou Mário Nogueira.

 

 

Como a Plataforma tem sublinhado nas últimas semanas, está nas mãos do ME e do Governo saber interpretar o sentimento dos professores e disponibilizar-se para que se encontre uma solução para este profundo conflito que, a não haver uma resposta positiva às reivindicações dos docentes, tenderá a agravar-se.
Como objectivo imediato da luta dos professores coloca-se a suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória de avaliação para o ano em curso e a negociação de um novo modelo para o futuro no quadro da revisão do Estatuto da Carreira Docente de onde sejam expurgados, entre outros aspectos, as quotas de avaliação e a divisão da carreira docente. Estes são os objectivos da Plataforma Sindical dos Professores em que a FENPROF se revê e empenha. Estes são, também, os objectivos da luta dos professores, uma luta que conhece hoje, quarta-feira, dia 3, de Dezembro de 2008, um momento particularmente expressivo.
 
Fonte: FENPROF
publicado por subterraneodaliberdade às 13:46
Viva a histórica luta dos professores!


Um abraço.
fernando samuel a 3 de Dezembro de 2008 às 17:45
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