04 de Dezembro de 2008

 

Fuga de Caxias

 

 A fuga foi minuciosa e longamento estudada e organizada sob a orientação do Partido.

 Um dos fugitivos, António Tereso, trabalhador da Carris preso em Caxias, fingiu ceder à polícia e "rachar" de modo a poder proceder ao reconhecimento do Forte e encontrar meio de fuga. Meses depois, apresentou-se a oportunidadede a fuga se concretizar utilizando um auomoel blindado que estava em reparação no Forte e que António Tereso se ofereceu para reparar.

 No dia marcado, 4 de Dezembro de 1961, enquanto os presos encenavam um desafio de futebol num pátio que a PIDE considerava o mais seguro, António Tereso foi buscar o automóvel à garagem e, em marcha atrás conduzio-o para o pátio. Ao sinal de "Golo!" gritado por José Magro, os presos entram para o carro que arranca de imediato, em grande velocidade através do túnel, sob os disparos de um guarda, até chegar ao portão do Forte, contra o qual embate violentamente e despedaça, lançando-se para o exterior e desaparece perseguido pelos tiros da GNR. No carro seguiam dirigentes e quadros destacados do Partido: Francisco Miguel, José Magro, Guilherme da Costa Carvalho, Anónio Gervásio, Domingos Abrantes, Ilídio Esteves - militantes comunistasque, como os que,em Janeiro de 1960, se evadiram de Peniche, regressam à luta pela liberdade e pela democracia.

Texto retirado do Livro "85 Momentos de Vida e Luta do PCP"

 

Fuga de Caxias - António Gervásio

Fuga de Caxias - Exposição

 

 

 

 

 

publicado por subterraneodaliberdade às 20:23
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