08 de Julho de 2009

 

 

A Promessa

 

      A Promessa é uma peça em três actos e três quadros de Bernardo Santareno. Escrita em 1957, numa década em que o fascismo em Portugal intensificava a sua opressão, e condicionava todas as formas de arte, A Promessa é representada pela companhia do Teatro Experimental do Porto, com a encenação de António Pedro. Após, a exibição em palco A Promessa foi proibida, ao que parece, por pressões da Igreja Católica.

    

 

     Bernardo Santareno pseudónimo de António Martinho Rosário, médico psiquiatra, natural de Santarém, em A Promessa relata o drama de um jovem casal prisioneiro de uma promessa, da qual não se pode libertar, mesmo indo contra a própria natureza humana. A libertação do casal, no final do drama, dá-se quando a pressão social e a própria natureza humana é superior à força da religião supersticiosa.

     A Promessa é, certamente, uma obra-prima do Teatro Português.

 

 

A critica:

 

     "Acontece, como me aconteceu, pegar sem fé num volume de peças de teatro de um autor desconhecido e descobrir, com deslumbramento, um grande dramaturgo português, com certeza um dos casos mais sensacionais da dramaturgia contemporânea depois do Lorca..."

 

António Pedro, em Diário de Notícias

 

     "Poucas pessoas têm tantas qualidades como Santareno, para se perderem ou salvarem, nos pântanos do talento e do êxito, na celebridade das discussões apaixonadas, no vazio total e infernal das obsessões de angelismo."

 

Jorge de Sena, em Gazeta Musical e de todas as Artes.

 

     "Depois de haver revelado ao público essa obra-prima do teatro português contemporâneo que A Promessa, de Bernardo Santareno, obra que cedo ou tarde atravessará fronteiras e terá a projecção universal que merece..."

 

Urbano Tavares Rodrigues, em Diário de Lisboa 

publicado por subterraneodaliberdade às 20:18
pesquisar neste blog
 
Julho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
arquivos
Nota Subterrânea
Os artigos públicados da autoria de terceiros não significa que o subterrâneo concorde na integra. Significa que são merecedores de reflexão.
links
blogs SAPO