19 de Setembro de 2010

Que força é essa que te resigna perante o salário de miséria, que não chega para satisfazer as tuas necessidades básicas, o desemprego que te afecta e a precariedade que te asfixia diariamente.

 

Que força é essa que te paralisa diante da injustiça social, da reforma que te atira para a pobreza, do subsídio de desemprego negado, que é teu por direito, da comparticipação dos medicamentos cortada que te prejudica, piorando cada vez mais o teu dia-a-dia e de quem já sofre.

 

Que força é essa que te emudece ante o acesso dificultado (negado) ao trabalho, à saúde, à educação, à justiça, aos serviços públicos essenciais, à cultura, ao desporto e lazer. Resumindo à liberdade. Dificuldades projectadas pelos partidos de direita para entregar os benefícios ao insaciável capital.

 

Que força é essa que te pasma em presença das falsas divergências, dos partidos de direita, sobre a revisãozinha constitucional e orçamentos possíveis sujeitos a censura europeia. Divergências inventadas da direita que só te pretende enganar, e nos bastidores poder hipotecar o teu futuro e definir quem vai ficar com aquilo que irás produzir.

 

Que força é essa que te entorpece perante o definhar da democracia, da liberdade, da igualdade, da solidariedade e fraternidade. Perante o avanço do espírito e prática fascista na Europa, que expulsa seres humanos das suas terras e arranca as suas raízes, despindo-os da sua dignidade. Querendo-te fazer crer que as dificuldades que tu vives são da responsabilidade de um grupo, de uma etnia ou de um estrato social, negando, hipocritamente, a desumanidade do capitalismo.

 

Que força é essa que te desune daqueles que sofrem o que tu sofres, que sentem o que tu sentes e são o que tu és. Que força é essa que te obriga a caminhar o caminho da inevitabilidade trilhado pela direita e ir-te-á levar ao abismo e rejeitar o que tu verdadeiramente desejas.

 

Que força é essa amigo que só te serve para obedecer..."

 

Acorda a tua verdadeira força! A força da unidade daqueles que como tu vivem do trabalho e rejeitam a exploração capitalista, que reivindicam uma política de justiça social, patriótica e de esquerda. A força daqueles que querem trilhar e percorrer um caminho alternativo e com futuro. A força daqueles que defendem os teus interesses, que estão sempre presentes na luta por uma sociedade melhor, e ao contrário do que despeitadamente afirmam alguns “jornalistas” e “opinadores” serventuários e estéreis, continuam bem vivos. A força do Partido Comunista Português.

 

Mário Figueiredo

 


publicado por subterraneodaliberdade às 18:36
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