21 de Junho de 2011

Mais um caso made in BE. Perder um deputado europeu por questões de fundação do BE é rídiculo. Este grupo? movimento? ou partido?, cheio de indefinições e inconsistências políticas e ideológicas, anda a brincar às politiquices. Não é novidade está no genes. Mas atenção. O BE embora desacreditado, sem o brilho inicial de quem está despido do pecado original, ainda não cumpriu a sua principal tarefa (nem cumprirá), não se esqueçam que o nascimento do BE (cujo o parteiro é conhecido) é quando o PS deita fora a máscara de esquerda e parte à conquista, a galope das políticas neoliberais, do eleitorado de direita. Por que será????

 

 

Comunicado de Rui Tavares

 

"No passado sábado 18 de Junho divulguei uma nota de imprensa na qual respondia a comentários públicos de Francisco Louçã que comigo estavam relacionados. Como é sabido, o coordenador nacional do Bloco de Esquerda, por via das suas duas páginas no Facebook, publicou uma nota de título "4 são mesmo 4" ligando-me à origem de informações erróneas sobre a fundação do BE que teriam vindo publicadas em dois jornais, e nas quais (cito a nota de Francisco Louçã) "Fernando Rosas desaparecia da história" da fundação do BE. Louçã escrevia que um jornalista teria sido "levado ao engano" por "uma conversa com o Rui Tavares", confessava-se "curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos" e ia mais longe, escrevendo que "é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas".

 

Na minha resposta - pública porque tinha sido pública a nota de Louçã - neguei que alguma vez tivesse declarado, a jornalistas ou quaisquer outras pessoas, em público ou privado, que Daniel Oliveira fosse um dos quatro fundadores do BE. Estranhei que Francisco Louçã, líder de um partido a cuja delegação no Parlamento Europeu eu pertenço, como deputado independente, não me tivesse contactado pessoalmente para satisfazer a sua curiosidade sobre este tema. Lamentei que o meu nome tivesse sido acompanhado, nessa nota, por palavras e expressões como "falsificação" ou "refazer a história", que são da maior gravidade para um historiador de profissão, como eu. E terminei: "O mínimo que espero de Francisco Louçã é que esclareça a confusão que levianamente criou, peça desculpas pelo facto, e retrate o seu texto."

Passaram três dias e nada disto aconteceu. Num comentário à sua nota, Francisco Louçã limitou-se a "registar" as minhas palavras.

Nestas condições, é-me impossível manter confiança pessoal e política no Coordenador Nacional do Bloco de Esquerda e, em consequência, continuar a fazer parte da delegação no Parlamento Europeu do partido por ele liderado, passando simplesmente à condição de deputado independente, integrado no grupo dos Verdes europeus.

Esta decisão foi em primeiro lugar comunicada aos meus colegas de delegação, Miguel Portas e Marisa Matias, a quem agradeço pela compreensão demonstrada. Aos militantes e simpatizantes do Bloco de Esquerda lamento o desfecho desta situação, a cuja criação fui alheio, e a que dei tempo para que se pudesse resolver. Aos eleitores, asseguro que continuarei a trabalhar de acordo com as ideias que há muito defendo, e que regularmente exponho em público.

Nunca escondi, aliás, as minhas opiniões sobre política portuguesa ou europeia, e sempre considerei que as divergências fossem uma mais-valia para a esquerda e para o debate democrático, quando assumidas com franqueza e lealdade. É o que continuo a considerar e procurarei sempre fazer.

publicado por subterraneodaliberdade às 19:27
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