02 de Setembro de 2008

 

 

          Após a posição do Presidente da República e dos partidos da oposição e a decisão do governo de nomear o juiz-conselheiro Mário Mendes para secretário-geral do sistema de segurança interna, José Sócrates quebrou o silêncio sobre o aumento da criminalidade violenta em Portugal.
 
           A quebra do silêncio, não foi mais do que uma mão cheia de nada, confirmou aquilo que se suspeitava o Primeiro-Ministro não tinha nada para dizer sobre esta matéria aos portugueses, porque quer omitir a verdadeira causa do aumento da criminalidade: a políticas de direita, que ele aprofunda e pretende continuar a aprofundar, como é exemplo o Código do Trabalho.
 
          A criação do superpolícia, como refere a comunicação social, uma espécie de Clint Eastwood, é atirar areia aos olhos dos portugueses, e no meu entender, é mais um degrau que vai ao encontro da opinião da direita, que aproveita e empola o clima de insegurança, para defender a escalada securitária, justificando que a liberdade e a segurança não podem andar de mãos dadas, e uma serve de moeda de troca para a outra.
 
          A escalada securitária é uma realidade, a Lei de Segurança Interna,  recentemente, promulgada pelo Presidente da República, contêm tendências autoritárias de controlo do aparelho policial e da investigação criminal pelo Governo. Esta tendência é preocupante para os que defendem a liberdade e, certamente, não é esse o caminho que vai de encontro aos interesses dos portugueses.
 
            A resposta adequada ao acréscimo de criminalidade terá que passar: pelo o fim dos cortes orçamentais que prejudicam a funcionalidade e operacionalidade da polícia e pela alteração da política de direita da segurança interna. Alteração que represente a existência de policiamento de proximidade, a criação de mais e melhores esquadras de bairro e postos de residência de polícia nas zonas problemáticas. Medidas essências para combater a criminalidade e gerar tranquilidade aos portugueses.
 
          No entanto, as medidas de alteração da política de segurança interna não terão qualquer significado se não forem acompanhadas de uma outra política social que sirva, verdadeiramente, os portugueses.
 
          É necessário dignificar o trabalho, com salários mais altos, com condições laborais adequadas e que a cada posto trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo, facilitar o acesso à educação, à saúde, à habitação (que tem estrangulado os orçamentos familiares), à justiça, criar equipamentos sociais de apoio ao jovens e idosos, criar equipamentos desportivos e culturais ao serviço das populações para fomentar interesses e objectivos na vida dos portugueses, outra política de imigração que permita facilitar a integração, e prevenção e tratamento eficaz da toxicodependência. 
         
           A quebra do silencio de José Sócrates deveria de ser para anunciar um outro rumo uma outra politica social, económica, cultural mas ele esta impedido pela formação politica que tem e pelos interesses capitalistas.

 

publicado por subterraneodaliberdade às 12:54
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