10 de Julho de 2011

 

II Congresso
 
Dando expressão às orientações traçadas pelo I Congresso, o PCP insiste na necessidade da unidade de acção dos trabalhadores face ao perigo fascista e, nesse sentido, procura estabelecer uma frente com a CGT. Contudo, as posições anticomunistas dos anarco-sindicalistas, ali dominantes, impedem a unidade - e continuarão a impedi-la à medida que o perigo fascista avança. Em 28 de Maio ocorre o golpe militar que instaura a ditadura.
O II Congresso realiza-se em 29 e 30 de Maio de 1926, na Cooperativa Caixa Económica Operária, em Lisboa. Presentes 105 delegados representando 54 organizações (17 de Lisboa, 14 do Porto e 23 de diversos pontos do País); 3 federações (Lisboa, Porto e Beja), a Fracção Comunista Sindical e a Fracção do Socorro Vermelho Internacional. Em debate estão os Estatutos do Partido e o Relatório da Comissão Central. O Congresso aprova uma Moção apelando à unidade dos trabalhadores face à acção repressiva previsível.
Com efeito, a ditadura desencadeia uma forte vaga repressiva contra os comunistas e as organizações e militantes democráticos e sindicais. Centenas de dirigentes operários e militantes comunistas são presos. Em 1927 a Sede do PCP é definitivamente encerrada.
O Partido, sem quadros com a experiência e a preparação política e ideológica que a situação exigia - e, para além disso, afectado por traições e deserções - vive um período de grande desorientação e desorganização.
A verdade é que a instauração da ditadura fascista colocara às forças políticas existentes desafios e exigências que punham à prova as suas concepções e tácticas, forçando-as a encontrar, nas novas condições, as novas armas e os novos caminhos para a luta revolucionária.
A realidade viria a mostrar que apenas um partido se mostraria à altura desses desafios e exigências: o Partido Comunista Português.
 
Moção aprovada pelo: II Congresso do PCP:
 
 "O II Congresso Comunista Português reunido na sua sessão de encerramento, considerando:
    que o movimento insurrecional que a acaba de produzir-se em Portugal representa de facto o triunfo da reacção fascista;
    que para a sua eclosão e para a sua vitória contribuíram todos os partidos burgueses;
    que os intuitos que animam os novos assaltantes do poder se dirigem muito especialmente contra o proletariado, para salvar a situação difícil em que se debate o capitalismo;
 
resolve:
    chamar a atenção dos trabalhadores e dos seus organismos a fim de se criar uma acção comum contra a atroz reacção que, sem dúvida, os novos governantes vão desencadear sobre o país e atingirá de preferência o operariado para entregá-lo manietado de pés e mão aos exploradores do seu esforço."
 
Estes momentos da história do PCP são também momentos inseparáveis da luta dos trabalhadores e do Povo Português.
 

Fonte: 85 Momentos de vida e luta do PCP - Edições Avante!

publicado por subterraneodaliberdade às 15:35
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