12 de Setembro de 2008

 
 
               Este é o local, o dia, o mês, a hora.
               O jornal ilustrado aberto em vão.
               No flanco esquerdo, o medo é uma espora
               fincada, firme, imperiosa. Não
               espero mais. Porquê esta demora?
               Porquê temores, suores? Que vultos são
               aqueles, além? Quem vive ali? Quem mora
               nesta casa sombria? Onde estão
               os olhos que espiavam ainda agora?
               O medo, a espora, o ansiado coração,
               a noite, a longa noite sedutora,
               o conchego do amor, a tua mão...
 
               Era o local, o dia, o mês, a hora.
               Cerraram sobre ti os muros da prisão.
 
                           Daniel Filipe
 
 
                   
publicado por subterraneodaliberdade às 20:20
Pois é, camaradas e... cambada! Fui dar um pulinho à "longa marcha BEs" contra a precaridade e ia LEVANDO PORRRADA!

Parece mentira, mas é verdade. Quando comecei a gritar uns impropérios contra o Márocas Soares (inventor dos recibos verdes no ano de 1983) levei uns safanões do guarda-costa do Louçã, por estar a querer "inquinar a unidade da esquerda". A sorte foi que me fiz passar por ingénuo e eles precisavam de figurantes na Praça das Nações. Já no restaurante de Setúbal, pra morfar umas gambas - acreditem! - não faltaram os figurões...

E atenção: começámos por ser dúzia e meia de idiotas com um boneco às costas a "marchar" plo Parque das Nações à beira Tejo e por entre os jardins, mas nem foi mau de todo: apesar do ridículo da cena circense, a brisa corria ligeira. Depois do passeio foi tempo de jantarada e acreditem: por 10 € nunca comi prato principal que chegasse aos calcanhares daquelas entradas de morcela... Huuummmm!!!! A sobremesa já foi pior: O FranCHICO ESPERTO tentou mandar umas piadas no meio do discurso... Serão conselhos dos acessores de imagem? Não sabemos, mas fica o aviso: mantenha o tom de frade jesuita - é mais a sua onda.

De qualquer modo, termino depressa que o tempo é escasso e amanhã temos umas "performances" no jardim do Barreiro logo pelas 10h da matina. Aliás, plo que vi do programa da "longa marcha" BEs contra a precaridade, este e o próximo fim de semana serão passados entre feiras, mercados e empreendimentos do Bélmiro de Azevedo. Porquê do Bélmiro de Azevedo? Não sei... talvez por ser fácil, talvez porque o Bélmiro enganou a família Louçã há 30 anos ou talvez porque o Américo Amorim pague saborosas morcelas. Quem souber que o diga e quem está de fora que tire à sorte.

De qualquer modo, conheci o jovem deputado José Soeiro e, sobretudo, conheci as opiniões dos seus "camaradas".... mas amanhã conto mais!
cOLUNA a 12 de Setembro de 2008 às 23:56
... e Grande Daniel Filipe!


Abraço.
fernando samuel a 13 de Setembro de 2008 às 10:28
Belo poema, parabens Luis Filipe!
POESIA-NO-POPULAR a 13 de Setembro de 2008 às 12:24
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