28 de Janeiro de 2008

 

Playa Girón

Silvio Rodríguez

Compañeros poetas,
tomando en cuenta los últimos suceso
en la poesía, quisiera preguntar
——me urge—,
¿qué tipo de adjetivos se deben usar
para hacer el poema de un barco
sin que se haga sentimental, fuera de la vanguardia
o evidente panfleto,
si debo usar palabras como
Flota Cubana de Pesca y
«Playa Girón»?

Compañeros de música,
tomando en cuenta esas politonales
y audaces canciones, quisiera preguntar
—me urge—,
¿qué tipo de armonía se debe usar
para hacer la canción de este barco
con hombres de poca niñez, hombres y solamente
hombres sobre cubierta,
hombres negros y rojos y azules,
los hombres que pueblan el «Playa Girón»?

Compañeros de historia,
tomando en cuenta lo implacable
que debe ser la verdad, quisiera preguntar
—me urge tanto—,
¿qué debiera decir, qué fronteras debo respetar?
Si alguien roba comida
y después da la vida, ¿qué hacer?
¿Hasta donde debemos practicar las verdades?
¿Hasta donde sabemos?
Que escriban, pues, la historia, su historia,
los hombres del «Playa Girón».

5 de octubre de 1969

publicado por subterraneodaliberdade às 20:02
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publicado por subterraneodaliberdade às 19:46
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25 de Janeiro de 2008

PCP promove marcha em Lisboa a 1 de Março
Liberdade e democracia



O PCP promove, a 1 de Março, em Lisboa, a Marcha – Liberdade e Democracia.

 

 

 

 

 

 

 

 


 

publicado por subterraneodaliberdade às 20:21
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24 de Janeiro de 2008

A definição de um país civilizado e evoluído também passa pela existência de sindicatos com um verdadeiro espírito sindical de defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores.

A CGTP tem esse espírito sindical, ao contrário da UGT, e a iniciativa de hoje é mais um exemplo da seriedade desta central sindical.

Força Camaradas porque só com camaradagem é possível manter este espírito .

 

 

 

 

RESOLUÇÃO DA CGTP


Os dirigentes e delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores, representativos de centenas de milhar de trabalhadores de todos os sectores de actividade, concentrados junto à sede da CIP – Confederação Patronal da Indústria Portuguesa, como forma de luta pelo direito à negociação colectiva, por melhores salários e trabalho com
direitos:


1. Denunciam a falta de cumprimento pelo patronato do Acordo para a Dinamização da Contratação Colectiva, que tendo sido assinado pela CIP em 07-01-2005, esta nada fez para que as associações patronais, suas filiadas, o cumprissem e aceitassem negociar de boa fé a revisão das convenções colectivas, tendo-se, pelo contrário, verificado a manutenção do boicote à contratação colectiva, com o objectivo de destruírem os direitos e imporem a desactualização dos salários, ameaçando o próprio direito de negociação e contratação colectiva;


2. Denunciam o bloqueio à negociação colectiva, por parte do patronato, em vários sectores de actividade, com predominância nos sectores da Indústria e dos Transportes Rodoviários, pondo assim em causa o direito à negociação colectiva em Portugal;


3. Denunciam a visão retrógrada do patronato que, em vez de valorizar o trabalho e os trabalhadores, aposta na destruição da contratação colectiva, na mão-de-obra barata e no trabalho sem direitos, contribuindo assim para o agravamento da situação económica, travando a modernização e o desenvolvimento tecnológico do sector produtivo, insistindo num modelo ultrapassado que assenta exclusivamente no aumento da exploração dos trabalhadores;


4. Denunciam e responsabilizam o patronato pela progressiva degradação das condições de vida da generalidade dos trabalhadores e pelo agravamento das desigualdades resultantes do crescimento dos salários muito abaixo do aumento dos preços dos bens essenciais, da manutenção de um alto índice de desemprego e do aumento do trabalho
precário.

 

 

 


Por tudo isto, decidem:


􀂤 Reclamar da CIP e das restantes confederações patronais que assumam a negociação colectiva, conforme compromisso estabelecido no Acordo sobre Dinamização da Contratação Colectiva; que respeitem a Constituição da República Portuguesa e parem com o boicote à negociação e actuem de boa fé com vista à obtenção de acordos.


􀂤 Reafirmar que continuaremos a defender a contratação colectiva como meio privilegiado de regular e regulamentar as relações de trabalho e como forma de assegurar um modelo de desenvolvimento do país, baseado no progresso e na justiça social. Nesse sentido opondo-nos firmemente à tentativa de substituição da contratação colectiva pela relação individual de trabalho, que configuraria um retrocesso histórico no direito do trabalho.


􀂤 Responsabilizar a CIP e todas as outras confederações patronais e respectivas associações patronais sectoriais, pelas acções que os trabalhadores tiverem de realizar, na defesa da melhoria dos salários, pela defesa da contratação colectiva e pelo cumprimento das leis laborais e contratuais.


􀂤 Os representantes dos trabalhadores proclamam que, por estes objectivos e contra qualquer tentativa de agravar ainda mais as leis do trabalho, como acontece com o conteúdo do Livro Branco das Relações Laborais, irão intensificar a acção reivindicativa nas empresas e locais de trabalho, e promover as acções de esclarecimento e mobilização dos trabalhadores, em todos o sectores, preparando as formas de luta que se considerem
necessárias, face às ameaças das entidades patronais.


PELO DIREITO À NEGOCIAÇÃO COLECTIVA!
POR MELHORES SALÁRIOS!
TRABALHO COM DIREITOS!


Os ORT’s presentes na Concentração
junto à CIP


Lisboa, 24 de Janeiro de 2008 

publicado por subterraneodaliberdade às 19:55
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18 de Janeiro de 2008

Faz hoje 24 anos que faleceu José Carlos Ary dos Santos, grande Poeta e Comunista.

 

 Poeta Castrado, Não!

    Serei tudo o que disserem
    por inveja ou negação:
    cabeçudo   dromedário
    fogueira de exibição
    teorema   corolário
    poema de mão em mão
    lãzudo   publicitário
    malabarista   cabrão.
    Serei tudo o que disserem:
    Poeta castrado   não!

 

 

    Os que entendem como eu
    as linhas com que me escrevo
    reconhecem o que é meu
    em tudo quanto lhes devo:
    ternura  como já disse
    sempre que faço um poema;
    saudade que   se partisse
    me alagaria de pena;
    e também uma alegria
    uma coragem serena
    em renegar a poesia
    quando ela nos envenena.

 

 

     Os que entendem como eu
    a força que tem um verso
    reconhecem o que é seu
    quando lhes mostro o reverso:

    Da fome já não se fala
--- é tão vulgar que nos cansa ---
    mas que dizer de uma bala
    num esqueleto de criança?


 

 
    Do frio não reza a história
--- a morte é branda e letal ---
    mas que dizer da memória
    de uma bomba de napalm?

    E o resto que pode ser
    o poema dia a dia?
--- Um bisturi a crescer
    nas coxas de uma judia;
    um filho que vai nascer
    parido por asfixia?!
--- Ah não me venham dizer
    que é fonética a poesia!
 
 
 
 
 
  Serei tudo o que disserem
    por temor ou negação:
    Demagogo   mau profeta
    falso médico   ladrão
    prostituta   proxeneta
    espoleta   televisão.
    Serei tudo o que disserem:
    Poeta castrado   não!

 José Carlos Ary dos Santos
 
 

  

 




  
 

publicado por subterraneodaliberdade às 20:12
15 de Janeiro de 2008

A Comissão de Concelhia de Barcelos PCP fez uma nota à imprensa de repúdio pela falta de cumprimento da promessa governamental, assumida pela Secretária de Estado Ana Vitorino, de baixar os preços dos bilhetes do comboio cobrados ilegalmente pela CP.

Publico na íntegra a nota

 

NOTA À IMPRENSA
SOBRE TARIFÁRIO TRANSPORTES FERROVIÁRIOS EM BARCELOS
 
 
            Os transportes têm um papel estruturante e estratégico na vida económica e social do País.
         Estruturante porque da rede e capacidade instalada de transportes depende toda a circulação de passageiros, ligações nacionais e internacionais, movimentos pendulares de vastas camadas da população, ligação às regiões autónomas, ligação às comunidades portuguesas no estrangeiro, assim como, de todo o transporte de mercadorias e da sua articulação com o sector produtivo, comércio e serviços vários, no plano nacional e internacional.
         Estratégico porque dessa estrutura de transportes, da sua articulação, do seu grau de modernização, do carácter da sua propriedade, da sua distribuição e localização no território nacional dependerão em boa medida as principais referências do tipo de actividade económica predominante, do apoio aos sectores produtivos nacionais, das relações comerciais do país com o exterior, do desenvolvimento equilibrado do território nacional, do direito à mobilidade, do rompimento com o isolamento de vastas zonas do país, da qualidade de vida de milhões de portugueses nas principais zonas urbanas, das condições de vida de dezenas de milhares de trabalhadores que esta actividade comporta.
         É no quadro desta realidade que a Concelhia de Barcelos PCP repudia a política para os transportes nos últimos anos e lamenta a falta de cumprimento da promessa governamental, assumida pela Secretária de Estado Ana Vitorino, em baixar o tarifário do transporte ferroviário, em Barcelos, no início do ano.
         O governo socialista com esta política prejudica os Barcelenses clientes da CP que têm pago, há vários anos, pelos bilhetes do comboio mais do que legalmente era exigido, mas como isso não bastasse para além de não se repor os preços correctos estes já estão sujeitos ao aumento (3,9%) previsto para este ano.
         A política de direita praticada por este governo tem prejudicado gravemente os Barcelenses, que têm sido afectados pelo desemprego, pelo aumento dos preços da água, luz, pão, bens alimentares, transportes e pelo esvaziamento sistemático de serviços sociais no nosso concelho. A perda da qualidade de vida dos Barcelenses faz do nosso concelho, actualmente, um concelho de emigrantes.
         A Concelhia de Barcelos do PCP lamenta a falta de envolvimento pessoal do Presidente da Câmara de Barcelos na defesa de melhores condições do serviço ferroviário em Barcelos, quer no plano de um tarifário favorável, quer na classificação de Barcelos como zona suburbana.
         O PCP exige ao Governo o cumprimento do prometido e defende a classificação de Barcelos como zona suburbana.
 
Barcelos, 14 de Janeiro de 2008
Comissão Concelhia de Barcelos do PCP

 

publicado por subterraneodaliberdade às 12:57
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publicado por subterraneodaliberdade às 13:17
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