16 de Fevereiro de 2011

Elegia tardia em recordação de Catarina Eufémia

 

Jovem, pois jovem eras,

ceifeira de primaveras,

na seara que era tua, numa era de feras,

à bala foste ceifada.

Ias de filho ao colo e de foice empunhada.

Dos teus olhos subiam pombas em revoada.

Da tua boca um jorro de acusações saía.

Mas a manhã final por ti anunciada

só vinte anos depois é que despontaria.

publicado por subterraneodaliberdade às 21:39

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