22 de Junho de 2011

 

 

O "bom aluno"

 

Nas comemorações do 10 de Junho, o Presidente da República, Cavaco Silva, decidiu promover a «aposta na agricultura», afirmando as suas preocupações com o «défice alimentar» português e propondo «um programa de repovoamento agrário do interior, criando oportunidades de sucesso para jovens agricultores».

Acontece que, há 20 anos, o professor Cavaco era o primeiro-ministro de Portugal com maioria absoluta, mas nessa altura as suas preocupações não se prendiam com défices alimentares ou sucessos de agricultores, jovens ou velhos: o seu empenho centrava-se no cumprimento escrupuloso dos ditames de Bruxelas, que ordenavam precisamente o contrário - o desinvestimento na produção agrícola nacional. E não se pense que a prestimosa CEE nos ia apenas às couves e aos nabos: o ataque era de raiz, por assim dizer, e praticou o abate sistemático de culturas inteiras e seculares, como as da vinha e as do olival.

Os 220 mil agricultores que, hoje, continuam a receber subsídios da União Europeia para não produzir já vêm desse tempo, quando o dinheiro vinha às carradas a «subsidiar» o desmantelamento programado da agricultura portuguesa – naturalmente para garantir a produção das potências agrícolas da União, nomeadamente  a França e a Alemanha.

 

  

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:55
21 de Junho de 2011

 

Imperialismo sem máscara

 

A intensa e constante operação de desinformação e deturpação que acompanhou a fase de preparação e o inicio da agressão dos EUA e da NATO à Líbia decretou, agora, o total silenciamento das brutais consequências dos bombardeamentos e do bloqueio económico que foram impostos a este país.

Ocultando os mortos e feridos, a destruição de infra-estruturas e a privação das mais elementares condições de sobrevivência a milhões de homens, mulheres e crianças pelos quais são responsáveis, os EUA e a NATO pretendem continuar a escamotear os reais objectivos da escalada de guerra que impuseram ao povo líbio.

Como demonstra a realidade que tanto se esforçam por esconder, o que move os EUA e a NATO não é a falsamente proclamada «protecção dos civis», mas precisamente o seu contrário, isto é, a imposição do seu domínio militar, político e económico através da mais brutal destruição e desprezo dos direitos do povo líbio.

 

 

 

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:54

 

Tempos de guerra

 

A brutal ofensiva ideológica a que o povo português está sujeito está a atingir limites que, seguramente, qualquer um de nós dificilmente poderia imaginar.

Tendo com objectivo central veicular a ideia de que não há alternativa ao rumo das últimas três décadas, anda para aí toda a corte de espertos e peritos em tudo e em coisa nenhuma, qual picaretas falantes (a expressão não é minha, mas é tão apropriada que não resisto), pegando na teoria dos mais variados e criativos ângulos, para chegarem todos à mesma conclusão.

 

 

 

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:54
20 de Junho de 2011

 

Politólogos

 

À corte de analistas e comentadores que se apressaram a desvalorizar o resultado eleitoral da CDU juntam-se, agora, os politólogos de serviço.

Páginas da mesma cartilha que os molda, sempre se dirá que destes - os que ostentando designação mais cientifica, grau de mestrado e uma pitada académica indispensável à credibilização do que escrevem – se esperaria mais em rigor e seriedade de análise do que daqueles outros que escrevendo a metro e a mando ainda não pegaram na caneta e já se sabe para que lado corre a tinta.

 

  

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:57

A escolha certa
 

Ao cognome de pai da política de direita, Mário Soares junta um rol infindável de epítetos da mesma família.

E o facto de, sendo ele o maior inimigo da democracia de Abril, lograr fazer-se passar por «pai da democracia», faz com que lhe assente como uma luva o título de rei dos embusteiros.

Curiosamente, à medida que a idade lhe vai pesando – e à semelhança do criminoso que volta ao local do crime para apreciar a obra feita -  ele desdobra-se em revelações sobre as suas actividades ocultas, desnudando-se e expondo as vergonhas, das quais, babado, se orgulha.

 

  

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:57
19 de Junho de 2011

 

Tempos difíceis, Tempos de Luta

 

Os discursos do Presidente da República e de António Barreto, no 10 de Junho, constituíram dois indecorosos exercícios de uma hipocrisia só possível vinda de quem possui muita tarimba na matéria.

O apelo de Cavaco Silva para o regresso aos campos – feito por quem foi carrasco e coveiro da agricultura portuguesa nos dez anos em que foi primeiro-ministro – só é explicável à luz de um profundo desrespeito pela inteligência e a sensibilidade dos portugueses.

Do mesmo modo, a referência aos supostos «riscos incalculáveis» que correríamos se o programa da troika ocupante não fosse cumprido pela troika colaboracionista, não passa de uma tosca tentativa de procurar esconder dos portugueses que o cumprimento do programa da troika é que é, ele sim, um incalculável passo em frente no afundamento do País - pelo que rejeitá-lo constitui um dever patriótico.

O Presidente da República diz o que lhe vai na alma quando clama que «é Portugal inteiro que tem de se erguer nesta hora decisiva» e que isso implica «inevitáveis sacrifícios» - já que, com isso, o que quer dizer é que os sacrifícios, como sempre, são para os trabalhadores e o povo, ficando os lucros, como sempre, para o grande capital.

De Barreto, bastaria dizer que o seu nome ficará para sempre ligado àquele que foi o momento mais sombrio vivido depois do 25 de Abril: a destruição da Reforma Agrária, com a brutal repressão, os assassinatos, afrontando a Constituição da República Portuguesa – a Constituição que Barreto, no seu ódio visceral a tudo quanto cheire a Abril, quer agora liquidar.

Sublinhe-se que a crítica de Barreto aos políticos assenta como uma luva tanto em quem a faz como em quem convidou o falante.

De resto, tratou-se de um discurso velho, bacoco, pateta – mas profundamente reaccionário - que atinge a suprema agonia quando a ridícula criatura decide passar a tratar Portugal por tu...

Enfim, falaram, ambos, como políticos da política direita que, de facto, são. Com responsabilidades diferentes, mas em ambos os casos grandes, enormes, no estado a que Portugal chegou.

  

 

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 10:57
11 de Dezembro de 2008

 

Ainda o Congresso

 

É necessário dizê-lo: afirmando o PCP, de forma inequívoca, como força partidária singular no plano nacional, como partido indispensável e insubstituível na vida política portuguesa, o XVIII Congresso constituiu um notável êxito do colectivo partidário comunista.
Esta é uma realidade incontestável para quem queira analisar com seriedade o que se passou durante todo o longo processo de preparação do Congresso e nos três dias de debate que culminaram esse processo.

 

 

Outros Textos:

 

Firmes na Luta

XVIII Congresso - Intervenções Centrais

 

publicado por subterraneodaliberdade às 19:46
04 de Dezembro de 2008

 

Que Grande Congresso!

Que Grande Partido!

 

No conjunto dos cerca de 1500 delegados que constituíam o XVIII Congresso, o mais velho tinha 93 anos e o mais novo, 16.
Entre um e outro, nasceram, cresceram, viveram, lutaram sucessivas gerações de comunistas, de homens, mulheres, jovens que, ao longo de décadas, cada um à sua maneira e todos integrando «o nosso grande colectivo partidário», fizeram do Partido Comunista Português o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, o Partido da esperança e do futuro socialista para o nosso País.

 

 

Outros Textos:

 

Unidade e Determinação

 

publicado por subterraneodaliberdade às 13:49
27 de Novembro de 2008

QUATRO ANOS DEPOIS

 

Há quatro anos realizou-se o XVII Congresso do PCP. Congresso histórico, assim o designámos pelo significado profundo de que se revestiu.
À forte e diversificada ofensiva anticomunista e anti-PCP em curso, o Congresso respondeu de forma inequívoca, reafirmando sem ambiguidades a identidade do Partido e criando melhores condições para o seu reforço orgânico e interventivo.
Ao longo da sua história – desde os tempos do fascismo até aos dias de hoje - muitas vezes a morte do PCP foi anunciada como coisa inevitável ou, até, como facto consumado. E assim continuará a ser no futuro, certamente.

 

 

Outros Textos:

 

A caminho da recessão

Afirmação Comunista

 

publicado por subterraneodaliberdade às 20:14
13 de Novembro de 2008

 

 

 

O Código do Trabalho e as leis dos partidos e do seu financiamento constituem instrumentos fundamentais da política de direita contra o regime democrático conquistado com o 25 de Abril.
São peças fulcrais da cavalgada anticonstitucional iniciada em 1976 pelo governo presidido por Mário Soares e desenvolvida e intensificada ao longo de 32 anos por sucessivos governos PS/PSD/CDS-PP.

 

 

Outros Textos: 

Por uma democracia avançada no limiar do sec. XXI

Os 91 anos da Revolução de Outubro

 

publicado por subterraneodaliberdade às 13:38
06 de Novembro de 2008

 

 

 

Comemora-se amanhã o 91º aniversário da Revolução de Outubro, primeiro grande acto de ruptura com o capitalismo e a exploração do homem pelo homem e ponto de partida para a primeira grande tentativa, na história da humanidade, de construção de uma sociedade nova, liberta de todas as formas de opressão e de exploração.

 

 

 

 

 
Outros Textos:
 
Avançar e Crescer
 
Revolução e Contra-Revolução
 
publicado por subterraneodaliberdade às 23:08
04 de Novembro de 2008

 

 

O «Avante!» foi o jornal comunista clandestino que em todo o mundo,  durante mais tempo, foi sempre produzido no interior de um país dominado por uma ditadura fascista.

 

  

 

publicado por subterraneodaliberdade às 13:09
03 de Novembro de 2008

 

 

 A actual crise do sistema capitalista foi tema em debate na reunião do Comité Central do PCP.
Considerando que estamos perante uma forte e profunda crise estrutural e sistémica – porventura a mais forte e profunda de toda a longa história do capitalismo – crise que, expressando as contradições e limites históricos deste modo de produção, configura uma situação nova em múltiplos aspectos, o CC analisou as causas da crise e as suas previsíveis consequências para os trabalhadores e os povos, e definiu caminhos de luta dos comunistas portugueses face à situação.
Na realidade, as causas essenciais da crise encontram-se no próprio capitalismo, na sua natureza, nas suas características intrínsecas.

 

 

 

publicado por subterraneodaliberdade às 13:17
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