13 de Junho de 2011

 

 

 

Faz-nos falta, mas a luta continua
 
Prematuramente regressado da China e do Vietname, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, comentou, terça-feira, na sede nacional do Partido, o falecimento do camarada Álvaro Cunhal. Transcrevemos na íntegra a sua intervenção, recebida com emoção pelos muitos comunistas presentes.
«Morreu o camarada Álvaro Cunhal. A sua morte física provoca-nos um profundo sentimento de dor e de perda.
«Os comunistas, os trabalhadores, o povo português, o movimento comunista e revolucionário perdem um grande homem, um obreiro da sua causa libertadora.
«O tempo de vida dum homem é sempre um tempo curto no processo histórico da sociedade humana. Assim aconteceu com o camarada Álvaro.
«No entanto ele teve o privilégio de viver num tempo e num século de grandes acontecimentos onde se verificaram avanços e conquistas fascinantes e trágicos recuos e derrotas.
«Viveu esse tempo não só observando e interpretando esses acontecimentos mas assumindo um papel de protagonista na luta pela liberdade do seu povo e pela democracia no seu país sem abdicar da sua visão e dimensão internacionalista.
«A prática política do colectivo partidário, de que foi obreiro e intérprete, aliada a uma profunda e invulgar assimilação do marxismo-leninismo na sua dupla dimensão de explicação e de transformação do mundo, fizeram de Álvaro Cunhal o pensador político de maior craveira do Portugal do século XX.
«A sua produção política teórica, de indiscutível mérito próprio, nunca foi por ele considerada como tal, quer na recolha de dados quer nas conclusões a que chegou.
«Na elaboração das suas obras, tanto políticas como literárias, sempre procurou saber e sempre soube acolher a opinião do mais humilde militante e a do mais credenciado especialista.
«No quadro do grande colectivo que desde sempre e para toda a vida abraçou, que a sua inteligência, coragem política, ideológica, moral e física ajudou a erguer, o camarada Álvaro Cunhal deu uma contribuição de alcance histórico à luta do povo português no derrube da ditadura fascista e o seu nome ficará para sempre ligado à Revolução Portuguesa do 25 de Abril.
«De convicções inabaláveis, posto à prova em condições brutais pelos esbirros do fascismo que o tentaram quebrar física, psicológica e intelectualmente, Álvaro Cunhal não só resistiu como voltou sempre disposto a combater.
«A sua determinação revolucionária, a firmeza na defesa dos princípios, a dureza de tantos combates não deixaram muitas vezes que se revelasse a sua dimensão humanista para com os mais fracos, os mais pobres e explorados e particularmente com as crianças para quem o seu afecto tocante, surpreendia na aparente contradição com a sua tenacidade e determinação.»

 

 

publicado por subterraneodaliberdade às 21:39
11 de Novembro de 2008

 

 

«Os textos publicados neste tomo II são produto de três períodos distintos da vida e actividade políticas de Álvaro Cunhal: um, que vai desde a sua viagem à União Soviética, via Jugoslávia (onde chegou em 2-3 de Dezembro de 1947), até à sua prisão em 25 de Março de 1949; outro, respeitante aos anos de prisão na Cadeia Penitenciária de Lisboa (na qual deu entrada em 4-4-1949) e na Cadeia do Forte de Peniche (para onde foi transferido em 27-7-1956); e outro, compreendido entre a data da sua evasão, em 3 de Janeiro de 1960, e a publicação de Rumo à Vitória, em Abril de 1964, obra que é um marco do pensamento político marxista-leninista no nosso país, na sua tripla vertente de síntese histórica, de análise conjuntural e de prospectiva do processo revolucionário em Portugal.»

publicado por subterraneodaliberdade às 13:38
19 de Setembro de 2008

 
 
     "Envolvendo todo o Partido, do Comité Central às organizações de base, os congressos constituem uma exaltante afirmação do grande colectivo que é o PCP. Os congressos são o colectivo a pensar, a trabalhar, a realizar, a decidir, num entusiástico empenhamento conjunto que dá uma justa medida de como no PCP a orientação política, a intensa actividade, a unidade e a disciplina são inseparáveis da democracia interna."
 
"O Partido com paredes de vidro", de Álvaro Cunhal
publicado por subterraneodaliberdade às 21:56
11 de Setembro de 2008

 

Haja seriedade intelectual.
Ora digam lá: Cunhal tinha razão!

 

 

 

 

publicado por subterraneodaliberdade às 00:04
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