11 de Julho de 2011

A cobardia enquanto forma de honestidade

 

Num daqueles desabafos bacocos que profere quando está mais à vontade, Cavaco Silva confessou que não copiava na escola «por ter medo de ser apanhado». É a sua versão do velho ditado segundo o qual «vergonha não é roubar. Vergonha é roubar e não poder fugir».

Como sempre que este género de pessoas fala com o coração mais perto da boca, o que dizem acaba por adquirir um significado mais amplo do que a simples afirmação que estão a fazer. Essa atitude contém todo um programa de acção política.

 

 

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:47
05 de Julho de 2011

O mundo dos ricos
 

As firmas Merryl Linch e Capgemini publicam anualmente o World Wealth Report (Relatório sobre a riqueza mundial). De facto, este relatório não é bem sobre a riqueza mundial. É sobre uns quantos que concentram essa riqueza nos seus bolsos.

Dividem-se em duas categorias: os HNWI (high net worth individuals, indivíduos com elevado rendimento líquido individual: igual ou superior a 1 milhão de dólares) e os UHNWI (ultra high net worth individuals, indivíduos com ultra elevado rendimento líquido individual: igual ou superior a 30 milhões de dólares).

 

 

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 13:41
28 de Junho de 2011

Lénine, a democracia e o Estado

Este texto foi lido em 13 de Abril de 2011 numa das conferências do ciclo “Lénine e a Democracia”, promovido pela Associação Iúri Gagárine. A ilegítima intervenção da “troika” FMI/BCE/UE apenas se anunciava, na altura. Hoje está consumada e dispõe do poder do Estado para a sua execução. Mas o poder deste Estado ao serviço do capital monopolista, sendo muito forte, não representa todo o poder. Enfrenta a força das massas e, tarde ou cedo, será derrotado.

 

 

Fonte: Odiário

publicado por subterraneodaliberdade às 13:49
26 de Junho de 2011

Dois desaparecimentos simbólicos
 

Na estrutura da próxima comissão executiva do programa da troika - o chamado governo PSD/CDS-PP – desapareceram várias áreas ministeriais. Duas têm um evidente significado simbólico: o Trabalho e a Cultura.

O Trabalho some-se - reduzido à designação de emprego na Economia (a parte menor), e de desemprego na Segurança Social (a parte maior) – correspondendo, nesse sentido, à perspectiva destruidora e recessiva do «memorando».

A Cultura regressa ao estatuto de secretaria de Estado. Sobre essa matéria é bom clarificar quatro pontos.

 

  

Fonte: Jornal "Avante!"

publicado por subterraneodaliberdade às 16:26
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